Dr. David Nordon

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Quando devo fazer exame para displasia do quadril?

 

 

A displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) é um espectro de alterações que ocorre durante o desenvolvimento do quadril da criança. De um jeito fácil de compreender, existem quatro tipos de alterações:

1. O quadril luxado: é aquele quadril que está evidentemente fora do lugar.

2. O quadril subluxado: a cabeça do fêmur, o osso da coxa, está "meio fora" do lugar.

3. O quadril luxável: o fêmur está no lugar, mas, dependendo do movimento, é possível tirá-lo do lugar.

4. O quadril "frouxo": presente em recém-nascidos com frequência, devido aos hormônios maternos que passam pela placenta. O quadril volta ao normal quando os hormônios são eliminados - ou seja, depois de 6 semanas de vida, aproximadamente.

 

O diagnóstico da DDQ é feito através do exame clínico, por neonatologistas, logo na maternidade: são os testes de Ortolani e Barlow. Pacientes com alteração nestes exames devem ser submetidos a uma ultrassonografia de quadris por especialista habilitado.

 

Porém, não são somente estes pacientes que devem ser submetidos a exames complementares; quando apresentam determinados fatores de risco, é indicada a realização de investigação com ultrassonografia ainda na maternidade, mesmo que o exame clínico seja normal. São eles: apresentação pélvica (bebê sentado durante a gestação: aumenta o risco de DDQ em 17 vezes!); história familiar de DDQ; presença de torcicolo congênito ou metatarso aduto. 

 

Primogênitos e meninas também apresentam mais risco, porém somente estes fatores, sem outros associados ou sem alteração ao exame físico, não são indicação de realizar o exame.

 

Para crianças que não têm qualquer fator de risco e têm o exame físico normal, não é indicada a realização de ultrassonografia. Realizar este exame em todos os recém-nascidos, ou o que conhecemos como "triagem universal", não traz qualquer benefício e não aumenta a chance de identificar casos negligenciados.

 

Portanto, preste atenção: se seu bebê apresenta algum destes fatores de risco (história familiar, bebê sentado, alterações no pescoço (torcicolo) ou pés (metatarso aduto)), converse com seu pediatra e marque uma consulta com um ortopedista pediátrico.

 

Ficou com alguma dúvida? Deixe um comentário ou marque sua consulta!

 

Dr. David Gonçalves Nordon.

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