Dr. David Nordon

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Epifisiolistese ou epifisiólise

 

 

O que é?

O fêmur, o osso da coxa que se articular com o quadril, tem uma parte conhecida como cabeça do fêmur. É nela que fica um dos ossos do crescimento do fêmur. A epifisiolistese é o deslizamento do resto do fêmur, em relação a este osso do crescimento. Ocorre mais em meninos, dos 10 aos 14 anos.

 

O que causa?

A epifisiolistese ocorre por uma alteração nas camadas de crescimento ósseo da cabeça do fêmur. Ela pode não ter uma causa explícita, ou se relacionar a alterações hormonais, como hipotiroidismo, ou genéticas, como síndrome de Down. É mais frequente em crianças mais gordas, baixas e com atraso do desenvolvimento puberal.

Muitos pais relacionam o início da doença a um trauma, mas não é bem assim. Se não houver aquela alteração das camadas de crescimento, a doença não ocorre. O trauma geralmente é um momento que chama a atenção, que pode ou não estar relacionada ao momento em que o osso do crescimento desliza. No geral, porém, não há relação com trauma.

 

O que a criança sente?

Geralmente, a criança refere uma dor aguda no quadril e no joelho, ou, às vezes, somente no joelho, pois a inervação do quadril é a mesma que vem do joelho, e o corpo fica confuso com a origem da dor. Podem apresentar desde nenhuma dificuldade de andar ou mancar levemente, até incapacidade total de apoiar o pé no chão, mesmo de muletas.

A dor pode ser pouca o suficiente para a criança conviver com ela e só ser diagnosticada em um estágio mais crônico, ou de sequela. Nestes casos começa a haver comprometimento da movimentação do quadril doente.

 

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com radiografias simples da bacia. Para planejamento cirúrgico de casos crônicos, se necessário, o ortopedista pode requisitar exames mais elaborados, como tomografia e ressonância.

 

Qual é o tratamento?

Os casos que conhecemos como agudos, ou seja, com menos de três semanas, geralmente são tratados travando o osso de crescimento no lugar com um parafuso (fixação in situ). Os casos crônicos necessitam de osteotomias corretivas do fêmur, sendo a mais conhecida a osteotomia de Dunn, para realinhar a cabeça do fêmur com o osso da bacia.

 

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato.

 

Dr. David Gonçalves Nordon.

CRM-SP 149.764.

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